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1 de fevereiro de 2026 

Saúde do Trabalhador

Os caminhos do financiamento

O Instituto Walter Leser da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (IWL-FESPSP) vai promover este ano, Diálogos sobre o SUS, um ciclo de debates virtuais em torno de questões relacionadas a um dos maiores e mais complexos sistemas públicos, gratuitos e universais de saúde do mundo. As discussões estão voltadas para pesquisadores, militantes e entidades da reforma sanitária, conselheiros de saúde, usuários, trabalhadores e atores institucionais do SUS e o objetivo é contribuir na formulação de propostas que promovam soluções e melhorias no campo da saúde pública brasileira frente ao cenário atual do país e do SUS. 

  Já estão organizados três debates, que vão discutir os caminhos do dinheiro:

  • EMENDAS PARLAMENTARES em fevereiro: O processo histórico de construção e estabelecimento de uma estrutura de financiamento do SUS sempre enfrentou cenários políticos adversos, resultado da batalha permanente entre a implementação do Direito Universal (garantido pela CF 1988) e a lógica neoliberal, que prejudicou o orçamento da seguridade social através de políticas econômicas austeras, que fortaleceram o setor privado e financeiro. O aumento da destinação parlamentar permitido pelas emendas representa uma ameaça às estruturas do SUS, à implementação do princípio de equidade, à organização das Regiões de Saúde, enfraquece a participação social e os espaços de pactuação interfederativo e prejudica o planejamento orçamentário dos entes federativos.

  • PLANEJAMENTO e PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA em março: A intersecção dos processos de planejamento das ações e serviços públicos de saúde e de elaboração das peças orçamentárias no SUS é um dos grandes desafios de gestores, trabalhadores e conselhos. Fatores como a linguagem técnica das finanças públicas, a organização do plano de contas nacional, a própria conjuntura de subfinanciamento crônico do SUS, a complexidade dos processos operacionais e a cultura organizacional da administração pública, resultam em um emaranhado de normas e exigências que precisam ser apropriadas por gestores, conselheiros de saúde e pela sociedade, inclusive para dar transparência ao uso do recurso público da saúde. 

  • FINANCIAMENTO FEDERAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA em abril: O percurso histórico do financiamento da Atenção Primária em Saúde (APS) no Brasil

Ciclo de debates online vai abordar questões relacionadas ao financiamento do SUS, um dos maiores e mais complexos sistemas públicos, gratuitos e universais de saúde do mundo

Emendas Parlamentares no SUS: Execução e exigências em 2026

27 de FEVEREIRO

9:00h - ABERTURA 

9h20h às 10h – FRANCISCO FUNCIA

Conjuntura do Financiamento do SUS e as Emendas Parlamentares

10h às 10h40 – MARIANA MELO

Exigências e execução das Emendas Parlamentares no SUS
10h40 às 11h40 – APARECIDA PIMENTA
Diálogo com o chat: Perguntas e Respostas

11h40 às 12h00 – ENCERRAMENTO

PROGRAMAÇÃO 

Financiamento Federal da Atenção Primária em Saúde/APS: cálculo dos indicadores

24 de ABRIL

9:00h - ABERTURA 

9h20h às 10h – APARECIDA PIMENTA

Processo de trabalho na APS

10h às 10h40 – FRANCISCO FUNCIA

Financiamento Federal do

SUS e a APS
10h40 às 11h40 – MARIANA MELO

Cálculo dos indicadores e as transferências federais

11h40 às 12h00 – ENCERRAMENTO

Planejamento no SUS e a Programação Orçamentária

25 de MARÇO

9:00h - ABERTURA 

9h20h às 10h – APARECIDA PRIMENTA

Planejamento Estratégico no SUS

10h às 10h40 – FRANCISCO FUNCIA

As peças orçamentárias e o setor Saúde
10h40 às 11h40 – MARIANA MELO

Orçamentação dos Instrumentos de Planejamento do SUS

11h40 às 12h00 – ENCERRAMENTO

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Aparecida 
Linhares Pimenta

médica sanitarista Coordenadora
do IWL

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Francisco 
Rózsa Funcia

Economista e pesquisador associado ao IWL

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Mariana 
Alves Melo
 
Economista e pesquisadora associada ao IWL

  • caminhou em paralelo ao contexto de restrição orçamentária e aprofundamento da privatização no país, sendo marcado pela dificuldade de torná-la ordenadora do sistema e protetora dos princípios do SUS. Desde 2024 há um novo modelo alocativo da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) que está sendo implementado. 

 

  A mesa nos três eventos será composta por Aparecida Pimenta, médica sanitarista, doutora em Saúde Pública pela Unicamp e coordenadora do IWL, pelo economista Francisco Funcia, professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), consultor técnico do Conselho Nacional de Saúde (CNS), presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES) e pesquisador associado do IWL. E por Mariana Melo, também economista, mestre e doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora associada do IWL.

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